quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quando finjo que penso, dá nisto

Ainda bem que escolhi medicina veterinária e não culinária, porque se eu soubesse o que sei hoje, que esta vida é uma aprendizagem constante e o caminho faz-se caminhando e o presente é o passado do futuro e quem anda à chuva, molha-se, acho que estaria neste momento desempregada. É que eu cá acho que quem lê o meu blog e conhece a minha detox, não devia comer nada de nada. Nem que seja para se manter vivo e com actividade cerebral.

daqui

29 comentários:

Movermais disse...

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Buu disse...

Eu até me assustei com a quantidade de barbaridades lá escritas :b

geez disse...

Estas pepsicólogas... que desespero... Era metê-las todas num saco e deixá-las falar trancadas dentro de um armário....

Anónimo disse...

Há que ouvir a futura senhora psicóloga, vá!
chatice pá, logo agora que eu ía enviar um xanax :(

Anónimo disse...

o texto original é grave.
é inquestionável que hoje em dia na área da saúde mental se abusa irresponsavelmente dos fármacos, no entanto uma (suposta) técnica de psicologia hastear bandeira contra medicação demonstra apenas a sua ignorância bruta sobre certas psicopatologias. pergunto-me onde terá estudado a critura.

Ricardo disse...

Há muito, muito tempo, eu lia esse blog. e depois começou a ficar a coisa mais desenxabida e prepotente de sempre. não tenho nada contra a autora, mas é irritante ler um blog em que a jovem psicóloga sabe tudo de nutrição psicologia psiquiatria, comportamento humano e animal, e faz o favor de nos agraciar com os seus conselhos, mesmo que ninguém queira saber. Isto sem falar dos posts do seu apolo. haja pacience.xD

Espiral disse...

Sou psicóloga e acredito que não deve haver extremos.
Os fármacos são muito importantes em determinados casos de doença física e mental; não são contudo a ferramenta fundamental em termos neurológicos: para isso basta ler artigos da área.

Escusam de pôr todas as psicólogas no mesmo saco =)

Anónimo disse...

Sim Ricardo que tu de prepotente tens nadinha nadinha. Nem de triste, pois claro.
Se o Ricardinho sabe que é irritante e tece considerações recentes é porque ainda lá põe os olhos. Ou arrota postas de pescada sem fundamentos. Não gosta dos conselhos, não leia.

Quanto ao post original, são opções. Os psicofármacos podem ser uma boa ajuda num caso grave, mas a maioria passva bem sem a overdose que se receita actualmente. Tudo precisa de medicação e nada de mudar comportamentos. É assim que as companhias que os produzem gostam e é assim que o povo faz. Toma tudo o que o dr. receita sem questionar. Os poucos que se atrevem a questionar chegam a conclusões diferentes.
Não sou psicóloga, mas estou dentro do ramo de 2 dos psicofármacos mais famosos do mercado.

Isabel S.

Ricardo disse...

Tá descansada que da minha parte nada tenho contra psicólogas. só achei por bem frisar que a moçoila é psicóloga e não nutricionista, médica ou qualquer outra coisa das que apregoa tanto saber.

Ricardo disse...

Às vezes não gosto nada da blogosfera. mas é só durante tipo dois minutos. faz-me imensa confusão que as pessoas não digam o que pensam das suas continhas. é mai' bonito assinar nomes inventados à pressão como anónimo quando os posts dos blogs são contra as opiniões das alminhas mal formadas. porque assim podem soltar a veia de sopeiras e de queridufas frustradas quando não gostam da brincadeira, em vez de encararem a coisa de frente. Se eu não gosto digo da minha conta, com a minha identidade porque acho mai' benito assim. chamem-me o que quiserem, mas nunca tive paciência para inventar nomes porque não tenho corage de partilhar aquilo que a minha (não tão fraca) cabecinha pensa. beijinho a todos os anónimos e anónimas, e uma beijufa munto especial à querida Isabel S. que me iluminou a ealma.

Cocas disse...

Não conhecia o blog mas o texto é perfeito disparate! estaria sob o efeito de alguma coisa? Eu também sou daqueles que meto os psicólogos no mesmo saco. Aliás não há curso nenhum que não haja a cadeira de psicologia como tal coisa que dá para tudo e actualmente desemprego garantido...estou fora! quero distância dessa espécie de médico que com os seus estudos tiram conclusões brilhantes. Não é aquela malta que pode trabalhar em tudo que é sítio? Escolas? Lar de Idosos? Instituições de caridade? Um poli-curso já a psiquiatria tenho ideia que só pode trabalhar num hospital. Estarei enganado?
E estou de acordo a 400% com o Ricardo.

Vai um Xanax para aguentar o texto até ao fim!

Isabel S. disse...

Se por alminhas mal formadas entende quem diverge da opinião que insiste partilhar, pois que seja. Não concordo com todo o post original, mas acho que há um abuso a receitar psicofármacos. Como lhe disse, estou no ramo... e vivo dessa indústria.

Engraçado que parece bastante informado para quem vinca "Há muito, muito tempo, eu lia esse blog." Serão, pois, conceitos diferentes de tempo. De tempo e gramática. Na sua geração, a exigência ao nível da escrita é igual ao da sustentação lógica. Fraca, portanto.

Ricardo disse...

Aff, para começar, o meu post era dirigido a todos os anónimos. só lhe dei uma beijufa porque gostei de si minha querida. acho que dá para entender que estou a falar dos anónimos que vão comentar os blogs que "odeiam" e "abominam" porque não tem coragem de o fazer pela propria conta. só isso. não estava a dizer que você é mal formada tá? se o chapeu lhe serviu muito bem, não vou discutir isso. not worth it, Ah e se a pipi partilha o link do blog... se calhar leio desse link quando ela o partilha? não sei, é uma coisa... lógica?

Isabel S. disse...

Terá sido problema de expressão, então. Ao escrever "Há muito, muito tempo, eu lia esse blog... e depois começou a ficar..." sugere que apreciou essa mudança. Não me consta que Pipi poste tão frequentemente para justificar essa opinião vincada, dado o número de blogs em espera de aparecer aqui. Talvez eu esteja enganada.
Bem, não tendo o blog activo, um nome é quase como ser anónimo. Daí a confusão.
A beijufa... foi muito bem entregue. A maneira de escrever não implica que não seja um doce de pessoa noutras situações.

Bom final de semana.

Mona Lisa disse...

Pipi, eu só tenho a dizer que admiro a tua capacidade de escrever, a sério que sim. Existem só mais duas pessoas nesta blogosfera que dominam a arte de bem falar (neste caso escrever)e entreter. Isto é de admirar, sem dúvida. O único senão é que a própria sátira se torna ridícula quando se distancia demasiado da realidade. Para surrealismos, já temos o Dalí.
Sugiro que te informes, porque realmente é possível curar absolutamente tudo sem recorrer à medicação. Não se trata de invenções da minha cabeça, há pessoas que dedicam a sua prática clínica à isso. A minha experiência pessoal (bem como a da minha família e amigos) apenas confirma a prática destas pessoas. E se dá para ficar bem sem medicação, francamente para quê usá-la?

Seja como for, continuação de boa escrita!

Nervos em frangalhos disse...

"realmente é possível curar ABSOLUTAMENTE TUDO sem recorrer à medicação."

Confesso que considero perigosa a afirmação. Contudo, gostava, se não for maçada, que a Mona Lisa me falasse dessa possibilidade face a um cancro. Isto porque, a seguir a uma gripe forte aos 15 anos, é a doença que melhor conheço por tê-la superado. Com medicação, muita. Medicação hard core.

Tenho mestrado na área alimentar, motivo pelo qual já fiz trabalhos científicos que relacionavam a alimentação com a saúde. Para isso li cambadas de artigos científicos de que atestam e provam que existem, por exemplo, alimentos funcionais que são eficazes na prevenção e diminuição do risco de ocorrência de determinadas doenças, nomeadamente as cardiovasculares e o até mesmo alguns tipos de cancro. Contudo, em momento nenhum nas várias pesquisas bibliográficas que fiz, me deparei com alguma fonte fidedigna que falasse da possibilidade de se CURAR uma doença como o cancro sem medicação. A título de exemplo posso falar também da artrite reumatoide que afecta uma pessoa muito próxima.

Por tudo o que disse, creio que se excedeu na sua apreciação. Fale de prevenção, fale de co-ajuda, fale do que quiser, mas não fale de cura. Se estiver errada, por favor esclareça-me.

Mona Lisa disse...

Nervos em frangalhos,

Se quiseres, disponibilizo-me a dar-te toda a informação que precisas. Existem milhares de casos de cancro dos mais variados tipos que ficaram curados miraculosamente sem recorrer à quimio ou radioterapia. Aliás, os que normalmente não se conseguem salvar são os que se submetem a estes "tratamentos".(isto são palavras de uma pessoa que dedicou 40 anos da sua vida a curar pessoas sem recorrer à medicação, não minhas). Não só o cancro, como também a SIDA pode ser curada. Os médicos dizem isso? Claro que não e há razões para isso, senão a indústria farmacêutica ia viver de quê?
Entra em contacto comigo e conversamos tranquilamente.

Nervos em frangalhos disse...

Mona Lisa, com todo o respeito, não leve a mal esta minha natureza... como dizer... pronto a bater no sarcástica. Estamos só aqui numa cavaqueira amena, está bem?

Claro que há imensos cancros que se curam miraculosamente. Tantos como os que são mal diagnosticados. Eu nem sei o que dizer face a "Aliás, os que normalmente não se conseguem salvar são os que se submetem a estes "tratamentos". Juro que tentei, mas não me sai nada. Nadinha e acredite que fico muito triste comigo mesma. Sabia que há pessoas que dedicam 40 anos da sua vida a curar doenças e males de amor e de dinheiro com macumbas? A validade que isso tem? Nula enquanto não for provada. Sou das ciências, não me venham cá com conjecturas, até ver, infundadas. Em relação à SIDA ter cura, a menos que se refira à SIDA de que o herman falava, que era aquele bicho que se agarra à ponta do pénis, não estou a ver em que medida existe a cura e não foi revelada. Até porque a existir uma cura não medicamentosa, não ganharia a indústria farmacêutica mas ganharia a alimentar ou outra conexa a esta. Ou seja, e trocando por miúdos, não se calariam face a semelhante descoberta nem se continuariam a investir milhões em pesquisas subordinadas ao tema. A indústria farmacêutica pode ser, em muitos casos, um papão. Que é. Que se excede, que se toma medicação a mais, que se toma muito 'placebo' sem necessidade, eu concordo. Mas cuidado com as generalizações.

Obrigada pela oferta da entrada em contacto mas sugiro antes que que dês toda a informação relevante que tens aqui, por exemplo, ou no teu blogue. Que a blogosfera sirva para o esclarecimento geral e não particular. Que sirva como plataforma de aprendizagem, porque não? A minha veia científica pulula perante a possibilidade de ler coisas (fundamentadas e com reconhecida legitimidade, sff) a respeito.

Quanto ao resto, as opiniões são como as vajainas. Cada uma tem a sua e quem a quer dar, dá.

Manuel disse...

Bem,

Ignorância há em todos os cursos, independentemente de eu gostar muito do curso ou não. A Mona Lisa mostra, claramente e sem espinhas, que no seio da psicologia há muito ignorante com complexo de Deus.

Os professores de psicologia ensinam uma coisa chamada subsidiariedade, correcto. Se se pode fazer o paciente sentir-se melhor só falando, fala-se só, se dá o menos, não se vai intervir o mais. Esses mesmos professores ensinam outro termo bastante interessante: “Não tenhas mais olhos que barriga” “Não te metas onde não és chamada” “Mais vale não mexer do que estragar.”.

Os medicamentos são extremamente necessários. Até para as doenças do foro psicológico, como a depressão, a bipolaridade, a esquizofrenia. Ou curas isso só falando?

Quanto ao Cancro, recomendo que leias, atentamente, a psiquiatra Jimmie Holland…Depois falamos.

Antes que contestes a minha legitimidade para contestar a tua sabedoria, porque é provável que o tentes fazer, o meu conhecimento vai para lá de uma licenciatura Bolonhesa.

Provocação 'aka' Menina Ção disse...

Acredito que há um estágio mental que nem de longe possuímos (na maioria) e que permite curar o organismo pelos seus próprios métodos. Acredito em coisas que a ciência despreza. Mas acredito sobretudo em destino e nas suas etapas a ultrapassar. Não há fatalidades, há obstáculos, não há milagres, há renovação.
Há mais mundo que o que vemos e palpamos mas daí a em caso de cancro rejeitar a medicina convencional, vai um passo enorme.

Mona Lisa disse...

Bem, eu não estou aqui para convencer, nem para provar nada a ninguém. A informação e os resultados existem, como já sublinhei, são milhares de casos. Para quem quiser, estou disposta a partilhar a informação e os contactos. Para quem não quiser e não acredita, na boa. Não estou aqui para impôr nada. Paz acima de todas as outras coisas.
Agora, uma coisa que posso dizer é que num blog pessoal cada um pode dizer o que bem entender. Tal como neste o que eu digo é satirizado e eu não levo a mal, no meu estou livre de dizer o que quiser - acima de tudo quando tenho provas e acredito tão fortemente no que digo. O resto...o resto são opiniões pessoais. Bom fim-de-semana a todos!

Manuel disse...

Eu quero a informação, as tais provas.

o.bipolar@hotmail.com

Agradecia que me mandasses artigos, fiáveis, que comprovem a tua teoria.

Eu já referi uma grande investigadora que te contraria, já defendi a minha versão (a versão correcta, já agora), defende a tua. Devias fazê-lo publicamente.

Envia os dados para o meu email, eu trato de os divulgar se forem credíveis.

Curioso como nos OCS não se fala de nenhum tratamento sem medicação...bem sucedido.

Nervos em frangalhos disse...

Mona Lisa,

é livre de se expressar, como eu fiz questão de sublinhar, e eu sou livre de discordar. Só seria possível não ter reacções contrárias se escrevesse num caderninho e o guardasse.

O secretismo à volta de tão mencionadas provas é que não compreendo. Mas não é coisa que me tire o sono, está a ver? Não vim cá defender a toma de medicamentos. Vim cá discordar de uma opinião que me pareceu excessiva.

Quando um não quer, dois não dançam, e como tal, retiro-me tal e qual como cheguei visto que a Mona Lisa fez o que condena e não me elucidou. E tenho pena disso que até sou uma pessoa interessada em aprender. Ainda esta semana me meti num curso de pastelaria. Os médicos não falam na cura da SIDA porque não satisfaz os seus interesses (juramento de hipócrates, não?), a Mona Lisa diz (a título de exemplo) que sabe da sua existência e não partilha por motivos que apenas a si lhe dizem respeito. E por mim tudo bem. 'amigas' como antes.

Caso queira dar-se a essa maçada, envie para o meu e-mail (nervosemfrangalhos@gmail.com) a bibliografia e os autores em que se baseia. Teria todo o gosto em pedir desculpas por esta ignorância que não me larga.

Fique bem.

Mona Lisa disse...

Ora bem, não há nenhum mistério. Aliás, eu fui a primeira a dizer que partilhava a informação sem problema nenhum. E já agora, se tivessem lido melhor o meu blog antes de me criticar, viam logo que o nome destes autores, bem como os seus livros e teses de doutoramento na área da medicina (e posteriores especializações em homeopatia) sempre foram citados lá.
Actualmente estou de férias e como podem imaginar não tenho comigo toda a base de dados, mas deixo aqui alguns links encontrados rapidamente na net:

http://rheumatology.oxfordjournals.org/content/37/3/274

http://www.biomedcentral.com/1472-6882/1/7

http://rawfoodlifestyles.com/raw-food-diet/raw-food-facts-research-evidences-and-clinical-papers

http://gerson-research.org/docs/GersonM-1978-1/

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1643665/pdf/califmed00295-0012.pdf

http://www.liebertonline.com/doi/abs/10.1089/act.1999.5.238

Este não é o meu blog e não vejo porquê encher esta caixa de comentários com justificações até porque não devo nada a ninguém, mas já disse que tenho todo o prazer em falar com quem estiver interessado. Tenho dezenas de artigos científicos recentes e centenas não tão recentes.

Além disso, recomendo vivamente o livro "The detox miracle sourcebook", do Dr. Robert Morse (o tal dos 40 anos de prática clínica),que tem um doutoramento em Ciências da bioquímica e outro em Naturopatia,e que é citado constantemente no meu blog. A sua tese de PhD em Medicina pode ser igualmente encontrada na Internet. Para os mais entendidos (ou interessados) em Medicina, deixo também o canal dele no youtube, que podem seguir se assim o entenderem.

http://www.youtube.com/user/robertmorsend

E se não for suficiente, tal como já disse a informação está aí - não sou eu que a guardo a sete chaves. Basta ser curioso e pesquisar.
Não sei das outras pessoas, mas eu pessoalmente não quero saber até que ponto algo é reconhecido ou não, desde que permita curar. Para mim esta prova é mais do que suficiente. Já o senti na minha pele. Já vi os efeitos na minha família. Já vi os efeitos nos meus amigos. Vejo os efeitos também nas pessoas com quem trabalho directamente. Para mim isso chega.Mas pronto, acho que cada um é livre de fazer as suas escolhas.

Nervos em frangalhos disse...

Mona Lisa,

a sério? Epah, mesmo a sério? Não podia só dizer que sim, que acredita porque sim e porque lhe apetece e pronto? :) Tinha de me vir dar trabalho, logo a mim que não gosto de deixar nada pela metade? Eu vou cometer a loucura de fazer o comentário mais longo de sempre, há prémio?

É fim de semana, não estou de férias e até tenho algum tempo para queimar, eu alinho.

O meu problema consigo foi a generalização e o excesso. É muito difícil compreender que entre “é possível curar ABSOLUTAMENTE TUDO sem recorrer à medicação” e ser possivel prevenir, aliviar ou co-adjuvar, vai uma diferença colossal? Daria muito trabalho à Mona Lisa reparar que concordo que se toma medicação a mais e que concordo que a alimentação PREVINE algumas doenças e contribui para a sua MELHORIA significativa. Eu só não concordo com fanatismos, estamos entendidas? Pronto. Outro pequeno pormenor: HÁ DOENÇAS E DOENÇAS.

Fui ler os artigos que tão gentilmente angariou e não lhe perdoo pelo tempo útil de vida que me fez perder. São fracos, fraquinhos mas pronto, percebi o seu ponto. Apraz-me dizer-lhe que nem para si é boa. Senão vejamos: a Mona Lisa parte do princípio que os artigos que aqui divulga corroboram a sua opinião que, resumidamente, postula que a medicação é desnecessária de todo e em toda e qualquer situação. Então vamos lá:

1º artigo: os pacientes do grupo de intervenção sentiram ALÍVIO dos sintomas. Metade dos mesmos sentiram efeitos adversos (náuseas e diarréia) durante a dieta. Indicadores de atividade da doença reumática não diferiram estatisticamente entre os grupos. O efeito positivo (subjectivo) sentido pelos pacientes não foi não foi perceptível nas medidas mais objetivas de atividade da doença. Chega? Se não chega, passe para o próximo parágrafo.

2º artigo: Esta intervenção dietética mostra que muitos pacientes com fibromialgia podem ser AJUDADOS (diferente de CURADOS) por uma dieta vegetariana crudívora. Chega? Se não chega, passe para o próximo parágrafo.

3º: Não há pachorra.

4º: Falta legitimidade. Não especifica os tipos de cancro sobre os quais incidiu o seu estudo (?). Não apresenta resultados, protocolo, métodos, constituição dos grupos e apresentação de resultados. Faz uso de suplementos. E é um texto sem qualquer rigor científico. Mas é uma história muito bonita e tudo e tudo. Whatever.

5º: Ai valha-me deus, artigos de mil novecentos e troca o passo. Mas está bem, é legítimo. A cura rápida das úlceras em 13 (APENAS TREZE, pelo que nunca poderá ser um estudo significativo e passível de generalização) pacientes que beberam sumo de couve não foi considerado prova adequada de que esse referido sumo tenha determinado factor que aparentemente funciona positivamente no tratamento de úlceras. Diz ainda que é importante referir que a couve não é a única fonte do tal factor anti-úlcera visto que se encontra em numerosos outros alimentos, nomeadamente os incluidos em qualquer dieta omnívora tradicional. Existe a INDICAÇÃO, portanto, que o sumo de couve faz bem mas yada yada yada, o estudo não é conclusivo (se calhar devia tê-lo lido todo).

(continua)

Nervos em frangalhos disse...

6º (e já depois de pausa para café): sim, a alimentação influencia a ocorrência de doenças. Sim, a alimentação previne doenças. Mas HÁ DOENÇAS E DOENÇAS. A medicação é necessária em muitas delas, como foi necessária no meu cancro. Está a ver, é que uma alimentação vegetariana crudívora e caminhadas ao ar livre não me resolviam o assunto.

Eu pedi artigos na esperança que tivesse entendido o que estava a pedir: estudos feitos e com resultados comprovados de pacientes com cancro (ou SIDA como referiu) que SÓ mudaram a dieta e se curaram. Pesquisa bibliográfica sei eu fazer. E bem! Não é por não a saber fazer que lhe pedi dados, foi por não encontrar nada que corrobore o que diz.
Vai sempre encontrar imensa investigação feita que relaciona alimentação e saúde. Talvez encontre alguma feita e publicada por mim até, topa? Mas não vai encontrar nenhuma que ateste que a medicação é TOTALMENTE DESNECESSÁRIA. Ai, estou cansada.

Mona Lisa, numa coisa tem razão, somos livres de pensar e acreditar no que quisermos. Mas a partir do momento que o partilhamos publicamente, devemos estar preparados para opiniões contrárias. Este blogue nem é seu, nem meu, mas foi aqui que vi a sua opinião e me comichei. Eu deixei o meu contacto, não precisava ter respondido mais aqui. :)

Dei-me a este trabalho todo porque quando começo uma troca de ideias, acabo-a, porque o assunto me toca particularmente num nervo bastante sensível e porque, ao contrario de si, não tinha mais o que fazer. Boas férias.

Manuel disse...

Mais como curiosidade, no campo da homeopatia temos diversas críticas, de médicos a sério, de químicos, de biólogos, etc..

Aqui encontram muitas delas:

http://1023portugal.wordpress.com/

"Homeopatia é só água e açúcar".

Gostaria de citar uma parte, que resume, basicamente, a minha opinião:

"Os argumentos dos proponentes da homeopatia podem ser resumidos em poucas linhas:

■Experiências pessoais;
■A medicina mata, logo a homeopatia funciona.
■Todos os que se opõem são pagos pela indústria farmacêutica
■A homeopatia funciona graças à física/química/energia quântica e a ciência ainda não sabe explicar como
■A ciência não pode avaliar a homeopatia nos mesmos moldes que a medicina – precisa de um estatuto especial
■A ciência é ditatorial, positivista, os homeopatas são as vítimas tal Galileu
■A ciência deve ser objecto de gosto e opinião pessoal."

Terminado.

Mona Lisa disse...

Bom dia a todos,

Já estava à espera disso:) Sabes,eu fui educada com toda a gente aqui, não vejo motivos nenhuns para se exaltar ou falar desta forma.
Quando as pessoas têm a mente pré-formatada e à partida só pensam em atacar alguém...é óbvio que vão encontrar sempre motivos para o fazer. Tal como tu encontraste esses motivos nos artigos que mencionaste, eu podia fazer exactamente o mesmo com outros, que provavelmente tu citarias. E da mesma forma que tu dizes que foi a medicação e a medicina tradicional que te salvou a vida (e ainda bem!), eu posso dizer-te que passei 8 anos da minha vida medicada para vários problemas (alguns dos quais graves, tal como podes ler no meu blog),e a medicação só agravou tudo o que tinha, criando-me outros problemas. O mais interessante é que resolvi todos os meus problemas em menos de 3 meses assim que encontrei estes dados "tão pouco científicos" e decidi experimentar não tomar a medicação e mudar radicalmente de estilo de vida.
Vejo diariamente com estes dois olhos pessoas que eliminam problemas como diabetes tipo I ( que os médicos juram que é para sempre!), artrite reumatóide, hipertensão, depressão major e já assisti pessoalmente à cura de dois tipos de cancros diferentes, nenhum dos quais foi tratado com quimioterapia. Para ti isto não prova nada. Para mim prova. E já agora, penso que deverias ler melhor os artigos que encontrei em menos de 5 min (como já disse estou de férias e não levo comigo a base de dados, como é óbvio), porque acho que só leste as partes que te convinham.
Por fim, eu não vim aqui para atacar ninguém, antes pelo contrário, vim aqui na boa, completamente calma. Da mesma forma que eu respeito a opinião dos outros e me farto de dizer que cada um faz as suas escolhas e opções de vida, acho que mereço o mesmo respeito. Para ti funciona a medicina tradicional - então óptimo. Para mim, a medicina tradicional é boa apenas para intervenções urgentes, e nunca como tratamento, porque a medicação serve apenas para camuflar sintomas, e nunca para curar seja o que for.
Curioso o facto de não teres mencionado nada sobre o Dr.Morse que eu referi, e que é um médico reconhecido mundialmente, com uma prática reconhecida mundialmente, com clínicas em basicamente cada país (inclusivamente cá em Portugal, em Lisboa) e o livro que eu mencionei, traduzido em não sei quantas línguas e que é todo um sucesso. Como é que explicas o facto de ele ter curado as milhares de pessoas que curou em 40 anos (casos pelos quais já recebeu prémios internacionais)? Por obra do espírito santo é que não foi.

Mas fica com as tuas verdades,podes discordar de mim à vontade, respeito-te na mesma. Eu fico com as minhas verdades e acho que estou no direito de acreditar no que bem entender. Acho que só não acredita nisto quem nunca experimentou.
Com isto despeço-me, bom Domingo!

Nervos em frangalhos disse...

Mona Lisa, eu acho que ou você não entendeu onde quis chegar, ou não quer entender. O fanatismo é assim. Como tal, desisto. Se se sentiu atacada então é frágil e só me resta lamentar. Boas férias.